Este blog é dedicado à minha fonte de inspiração - minha filha, Sarah Emanuelle.

domingo, 21 de julho de 2013

Chá de Acalanto

O Chá de Acalanto é uma Bênção de Pré-Natal que criei durante minha gestação, para substituir o tradicional Chá de Fraldas ou Chá de Bebê, onde normalmente se convidam somente mulheres e fazem algumas brincadeiras com a mãe, tipo vesti-la estranhamente ou pintá-la toda de baton na hora de abrir os presentes (perdoe-me quem gosta mas, sinceramente, acho de muito mal gosto).

Considerando que é um momento especial, onde os futuros pais estão a preparar o "ninho" para a chegada do bebê e a mamãe 'normalmente' já se encontra ansiosa, num mar de emoções... não é delicado ridicularizar a mãe ou o casal e ainda fazer piadinhas sobre a maternidade (e paternidade).
Este é o momento onde o casal (ou a mãe) convida familiares e amigos próximos para juntos celebrarem o nascimento deste novo Ser. E é quando cada um pode contribuir com um acalanto ofertado ao bebê, abençoando sua chegada nesse mundo.

Por isso, eu e meu companheiro optamos por fazer do Chá uma Cerimônia de Bênçãos:


Deixei uma lista de presentes em uma loja e ainda criei a opção on line (chá de fraldas ecológico) para receber fraldinhas de pano: http://www.babyslings.com.br/cha-de-fraldas-babyslings-fraldabonita.htm

Informamos a cada convidado que durante o Chá faríamos uma cerimônia de bênçãos e foi muito delicado e amoroso esse momento, com a presença de homens e mulheres que fazem parte da nossa história... nossa família, nossa comunidade.












   Depois do Chá da Sarah algumas amigas optaram por seguir a mesma idéia e desde então tenho organizado Chás de Acalanto para gestantes e seus bebês, conduzindo a cerimônia de bençãos pensada e elaborada junto com os pais.


sábado, 20 de julho de 2013

O Toque – Teoria Da Extero-Gestação

Se levarmos em conta a nossa origem e a importância do toque, podemos até afirmar que somos todos carentes e mal amados. Somos filhos do AMOR e nascemos para viver em comunidade. Mas, a necessidade do toque, não é só por isso.

Para entendermos melhor, vamos voltar um pouco no passado e tentar compreender porque tanto sacrifício nosso e de nossa mãe nos últimos minutos que antecederam nosso nascimento.

Nossa gestação na verdade, ao que indicam os estudos, não parece estar completada dentro do útero até os 266 dias e 12 horas, quando devemos nascer (UTEROGESTAÇÃO).

A mãe natureza se encarrega desta tarefa, devido ao tamanho do nosso cérebro que levaria o crânio a dimensões impossíveis de permitir um nascimento por parto normal no final da gestação. Este final se dá por volta dos nove meses depois do nascimento, quando se encerra o período da gestação fora do útero (EXTEROGESTAÇÃO). Devido a imaturidade, todo o sofrimento provocado pelas contrações do útero, são na verdade massagens necessárias para ativar os intestinos, vias respiratórias, circulação sangüínea e tudo mais que permite nossa sobrevivência saudável.

Observe a mamãe gata e mamãe cadela com seus filhotes. Quantas lambidas que interpretamos como sendo limpeza. Note bem os pontos mais lambidos. Abdome (intestinos), órgãos genitais (necessidades fisiológicas) e o peito (tórax, vias respiratórias). Mas, também lambe por todo o corpo ativando sensibilidades e circulação sangüínea.


Nos animais, cujo trabalho de parto é muito rápido a a contração do útero é pouca, se fazem necessárias essas massagens (lambidas) para garantir a sobrevivência do filhote. Tanto que, se separarmos um filhote de sua mamãe logo após o nascimento sem compensar essas carícias (massagens), mesmo sendo bem alimentado, fatalmente morrerá com problemas intestinais, respiratórios, dificuldades para evacuar, urinar e outras.

Nós humanos aprendemos muita coisa errada mesmo antes do desenvolvimento completo do feto, o que torna difícil de compreender certas atitudes em pessoas que aparentemente são normais, mas respondem a condicionamentos inconscientes, fazendo coisas anormais.

Devemos ter um cuidado especial com nossos bebês durante os primeiros nove meses de vida. A importância de mamar não é somente pelas substâncias apropriadas do leite materno, e sim pelo carinho e aconchego que acontece naturalmente no relacionamento dos envolvidos nesse ato.

Sarah no momento do êxtase do leite, ai que delícia!

Atenção: Os bebês nascidos de cesariana antes de ter ocorrido um trabalho de parto, deverão ser tratados de forma diferenciada, ou seja, com massagens especiais e muito carinho, sob pena de terem que enfrentar os problemas citados anteriormente, durante e depois do crescimento.


A PELE é na verdade o MAIOR ÓRGÃO do nosso corpo e atua também como um grande sensor ativando tudo e todo o organismo. Se não recebemos durante o nosso desenvolvimento, toques e carinhos de forma adequada, fatalmente teremos que enfrentar mais tarde problemas de relacionamento pessoal e até de saúde.


Uma mixagem com textos do Livro "O Toque" de Ashley Montagu da Summus Editorial. http://www.motivacao.org/
por: Egídio Garcia Coelho 


Resumindo:
Quanto mais acolhido o bebê, mais facilmente dá-se a transição, menos cólicas o bebê tenderá a sofrer e mais sinapses se formarão entre os neurônios, coisa que, ao menos em tese, otimiza as respostas cerebrais.
Uma maneira de simular o calor e o conforto proporcionados dentro da barriga é usando um sling ou um canguru.


Agora que você conhece um pouco mais da importância do toque, do aconchego, do colinho, porquê não experimentar uma forma simples de passar mais tempo dando toda esta atenção para seu bebê??
Aproveite e vamos "slingar"!!!

Fonte: Slingmania
Minha pequena Sarah 
adora slingar com o papai

Projeto de fotógrafa ajuda mulheres a aceitarem as marcas da gravidez

Durante a gravidez e após o parto, o corpo da mulher passa por transformações e a velocidade com que essas mudanças acontecem deixa marcas. Estrias, flacidez, cicatrizes e muitos outros indícios que vão contra os padrões de beleza que conhecemos fazem com que as novas mães relutem em aceitar o formato de seu corpo e sofram com isso.
Depois de publicar um ensaio com seu filho de 5 semanas em seu blog, a fotógrafa americana Jade Beall obteve uma repercussão positivamente inesperada: milhares de emails chegaram a sua caixa de entrada com histórias inspiradoras, incríveis e, por muitas vezes, dolorosas de mães. Jade então chamou a responsabilidade para si e resolveu revelar essas narrativas no projeto “A Beautiful Body”, que consiste em ensaios fotográficos e depoimentos de mulheres americanas para ajudá-las a aceitarem e amarem seu corpo, redefinindo o conceito de beleza. O movimento colaborativo virou uma série de livros homônima. O primeiro volume da série tem data de lançamento prevista para fevereiro de 2014.
Assim são os corpos de mulheres que tiveram filhos – e não há nada de errado nisso!




Vejam mais do projeto AQUI
Fonte: www.zupi.com.br

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Sou mãe, sou guerreira e vou mudar o mundo.

A maternidade promove encontros. E encontros pra lá de especiais. Através de interesses em comum, o universo nos aproximou. Conheci Gisele, pela primeira vez, num circulo de mulheres. Mulheres, de saia, em volta de uma fogueira, falando sobre … o feminino. Gi (como eu a chamo carinhosamente) estava com um barrigão e muita luz nos olhos. Aos poucos fomos nos entrosando e descobri uma verdade união entre nós, o verdadeiro motivo porque existimos enquanto mães e mulheres: somos guerreiras, lutando por um mundo melhor.
Por Gisele Werneck*
guerreira
Eu não sabia o que era uma Guerreira de Gaia antes de ser mãe. Juro que não sabia. Escrevi o livro aos 20 anos, mas não sabia o que significava ser guerreira. Desconhecia o significado de servir.
O guerreiro está sempre a serviço de algo ou alguém. Guerreiros derramam seu próprio sangue por aquele a quem serve. Eu ainda não sabia disso. Só a lembrança de uma amiga dizendo: você ainda não sabe, mas se for preciso, morrerá pelo seu filho. Verdade, eu realmente não sabia. E nem que me tornaria assassina do menor mosquito que quisesse fazer mal a ele. O guerreiro luta de forma integral por uma causa, uma nação.
E por isso toda mãe é uma guerreira. Uma combatente pelo bem estar físico, mental e espiritual de um outro indivíduo. Eu ainda não sabia o que era ser uma guerreira e agora também não sei se sei, mas repara, já sou.
O graal de ouro que preciso proteger está ali, dormindo logo ao lado, de macacãozinho verde, confiando que atravessarei com ela os desfiladeiros do Vale da Vida, para que um dia possa seguir sozinha. Seu sono totalmente entregue aos meus cuidados. Sim, toda mãe é uma guerreira, mas a coisa vai ainda mais além: ser mãe mesmo é ser uma Guerreira de Gaia. Aos 20 eu não sabia disso, que cuidar de um outro ser é cuidar do nosso planeta Gaia.
Que cuidando de sua casa estará a curar o mundo. Eu não sabia que zelar por um milhão de homens é o mesmo que zelar por apenas um. Nutrir suas ideias e suas células. Se dedicar com equilíbrio para sua felicidade, sua alimentação e suas fraldas. Eu ainda não sabia que cuidar do planeta é amar de forma tão real o outro que se chega a ser ele próprio. Mas sem querer nada em troca. Sem querer de volta afeto ou reconhecimento. No Amor não há separação.
Dar e receber é a mesma coisa. Eu ainda não sabia que ser guerreira é ser farol e iluminar a estrada para que os outros passem, e brilhem. Para que cada menino seja ele próprio o farol que ilumina o mundo. Eu imaginava uma guerreira como nos filmes, quando se luta com três ao mesmo tempo, dois socos para os lados, um chute por trás, sem fazer ideia que cuidar do neném, da casa e do trabalho ao mesmo tempo também é guerrear.
Cozinhando, falando ao telefone e dando de mamar. Eu nem sequer imaginava que ser guerreira é respirar fundo e aceitar quando o bebê brinca no computador e apaga o texto inteiro que você escreveu (sim, isso acabou de acontecer). Aceitar que às vezes na vida é preciso começar tudo de novo. Eu tinha 20 anos e ainda não sabia, mas já desconfiava.
Que ser guerreira é isso mesmo, é saber perder a batalha. É aceitar a perda como algo natural da vida. As folhas secas caindo no outono, a escassez do inverno. A vida também pode ser feia, dura e escura. E é preciso esperar a sabedoria do Tempo para que o sol volte com os jasmins na primavera, as goiabas no verão. Isso a Natureza já me ensinava. Eu ainda não sabia que uma guerreira sempre espera a hora certa, mas já desconfiava olhando os ciclos da lua da minha janela.
Quando eu tinha 20 anos e sentia o aroma do bolo de minha mãe e minhas tias ao redor da mesa, eu já vislumbrava um círculo de mulheres ao redor do fogo, construindo um mundo melhor. Mesmo sem saber, quando meu coração batia mais forte com uma ideia bonita e criativa, eu já podia ouvir os tambores ao longe me chamando: vem, vem, os tambores das Guerreiras de Gaia, nas noites de lua cheia, nas festas da Senhora Suprema. As guerreiras corriam pelos campos e me contavam uma história, a história de um mundo transformado pela força do Feminino. Um novo mundo equilibrado pela energia das mulheres.
A menina que eu era e que muitos anos depois se tornaria a mãe que eu sou, que estou aprendendo a ser, podia ouvir de longe o chamado para essa luta por um novo mundo, e a menina escrevia, escrevia essa história, a história das Guerreiras de Gaia, sem sequer imaginar que um dia se tornaria uma delas.
*Gisele Werneck é pessoa, é escritora e é mãe da Diana. Tem três livros publicados, dentre eles “Guerreiras de Gaia”, um livro para jovens onde acredita na força do Feminino para curar o planeta: Confira aqui o livro!
Escrito por Leticia Dawahri no site Mamíferas

Amamentação melhora desenvolvimento cerebral de crianças


Estudo confirma: Amamentação melhora desenvolvimento cerebral de crianças. http://bit.ly/13dtNYj

"O estudo, publicado online no periódico NeuroImage, constatou que, em comparação com bebês que receberam fórmulas, crianças amamentadas tinham um maior desenvolvimento nas regiões da substância branca do cérebro, incluindo as áreas associadas a planejamento, funcionamento social e emocional, habilidade motora e linguagem. As diferenças estavam ligadas a um melhor desempenho em testes de desenvolvimento motor e acuidade visual."


imagem: kidsvitrine.com.br






Encontraréis bibliografía científica tanto a favor como en contra del corte del cordón umbilical tardío. 

Algunos estudios afirman que el "exceso de sangre" que produce el clampaje tardío, puede producir posteriormente aumentos de bilirrubina en el recién nacido.

Nuestra biología mamífera, nuestra naturaleza, en la que creo más que a ningún estudio científico, no tiene previsto ningún corte precoz del cordón umbilical ... sobre todo porque ningún animal utiliza pinzas para cortar el cordón! ¿pero por qué es así?

Los animales, cuando nace la cría esperan a que se colapse y se quede vacío de sangre el cordón umbilical para poder morderlo y cortarlo. Y esto es así para que no se desangren y además reciban toda la sangre que todavía permanece en la placenta, que es de la cría!

Además la leche materna tiene un bajo contenido en hierro, lo cual la hace mucho más digerible que las leches artificiales, por eso nuestra naturaleza es tan sabia y se supone que no se corta el cordón umbilical de forma precoz, para que precisamente recibamos la dosis de hierro necesaria durante el parto, para que no se produzca anemia durante la lactancia.

En el caso de que haya un aumento de la bilirrubina, ES UN AUMENTO FISIOLÓGICO, que no produce ningún daño. La leche materna también produce un aumento de la misma. Pero repito, no se debe a ninguna infección ni ningún trastorno, por lo tanto lo único que hay que hacer es tratarla con luz solar. Y apelo a nuestra biología mamífera de nuevo, normalmente las crías de animales permanecen al aire libre, expuestas a la luz solar.

Así que mamíferas, pensad quiénes somos, de dónde venimos y hacia dónde vamos con nuestras "maravillosas practisaurias hospitalarias".

Y os dejo esta bella imagen de una cría unida a su madre por el cordón y por la lactancia ♥


Fonte: Diario de una mamífera (facebook)

Como se preparar para uma cesárea

mg
Se você está nesta casa, certamente tem alguma afinidade com parto natural. Nem imagino que queira fazer uma cesárea eletiva (com hora marcada). Apesar de dizerem que é mais segura (tanto que muitas obstetras se submetem a esse procedimento), a cirurgia de extração fetal hoje faz com que o Brasil não consiga cair com o vergonhoso índice de mortalidade materna e neonatal. Hoje a cesárea mata mais que a falta de pré-natal ou má assistência ao parto. Infecção e a chamada prematuridade iatrogência (bebês prematuros por conta da cesárea) matam milhares de mães e bebês de todo o Brasil.
Se você se preparou ou está se preparando para um parto natural será que deve se preparar para a cesárea?
Eu acredito que NÃO. Você deve escolher uma equipe em que confie e saiba que só irão sugerir uma cesariana caso realmente haja necessidade. Essa decisão será comunicada e decidida por você (porque parto humanizado não é musiquinha, luz baixa, silêncio. É protagonismo, é dar voz para a mulher e suas vontades).
Ninguém que deseja um parto natural está preparado para uma cesárea. Não dá para se preparar. Seria o mesmo que casar e se preparar para o divórcio; seria o mesmo ao nascer, pensar na morte daquela criança.
Você tem 15% de chances de precisar de uma cesárea. Precisar é algo que a gente não questiona muito: pode me cortar e salvar meu filho. A cesárea é uma rendição para a qual não há preparação anterior possível.
Chorar a cesárea é chorar pelo não parto. As pessoas dizem: mas você tem uma filha viva e saudável. A mulher está feliz com a criança nos braços, viva, saudável, mas não deixa de chorar pelo parto perdido, pelo processo não vivido. Esse luto é necessário para a tomada de consciência sobre si mesma.
Não estamos aqui para demonizar a cesárea. O problema nunca foi a cesárea e sim como hoje ela é feita, sem necessidade, enganando mulheres que acreditam ter salvado seus filhos, por falsa crença médica de segurança da cirurgia e interesses econômicos. O problema não é a faca(cesárea), nem o queijo (a mulher). É a fome (modelo obstétrico, capitalismo).
Não é possível se preparar para cesárea. Apenas chorar e se reerguer na certeza de que foi necessária. A cirurgia é a planta cortada no inverno para florescer na primavera.
Eu acredito sim que a gente tem que lutar para conseguir um parto humanizado. Infelizmente é uma luta: temos que ter forte valores internos para manifestar os valores externos, valorizar o nascimento tanto quanto se valoriza uma festa de casamento, um quarto maravilho de bebê, desembolsando alguns mil reais ou buscando alternativas que aumentam as balas da arma da Roleta Russa do Parto que pode levar a uma cesárea(escolher um profissional não humanizado, 5 balas, hospital não humanizado 1 bala, sem doula 1 bala – e só resta um buraco sem bala na arma).
Mas o que acontece é que mesmo quem esvaziou quase todas as balas da roleta russa, resta uma bala, da cesárea necessária (ou se preferir bem indicada). A dúvida que fica é: quando é o momento de saber que a natureza realmente falhou e que devemos deixar nos cortar na primavera para ver a vida florescer? Não existe resposta certa. Não existe verdade absoluta. Inevitavelmente vamos lidar com os limites da criança que mostra sinais de sofrimento, da equipe que nos atendeu, nossos próprios limites. E quando esse limite chega é a hora certa.
Podemos investigar posteriormente, mas não é possível se preparar, antes para essa possibilidade. Podemos em um próximo parto tentar entender as perguntas que gritam na calada da noite, buscar respostas, redesenhar caminhos.
Mas diante do acontecimento devemos acolher e deliciarmo-nos diante da cria viva e gorducha que mama nos nossos seios e chorar pelo ventre cortado.
Não podemos julgar o passado com os olhos do presente. Muito menos tentar planejar o que não pode dar certo para nos poupar da dor de quem desejou, planejou e não conseguiu.
O vivido serve de referência para que possamos buscar outros caminhos. Mas diante do acontecido recente, o fundamental é deixar de se debater no sentimento de incompetência, reverenciar toda a luta e agradecer pela vida que vive nos braços. Se preparar para uma cesárea é como casar e achar que vai se separar: certamente você não escolheu adequadamente! Quem deseja um parto natural se prepara para ele, escolhe uma equipe habituada com este parto, um local propício. E ao longo do processo, havendo necessidade, se abre para a possibilidade de intervenções.
Se você está planejando um parto, planeje e jogue toda sua energia no parto. Se ele não acontecer que encontre braços e acolhimento para você chorar sua dor e redesenhar sua história.
Se você viveu uma cesárea na hora certa, quando a ferida não mais latejar pode ser o momento de recomeçar a luta e buscar viver uma nova experiência, lembrando que cada parto é único. A via de parto é importante mas não faz de ninguém melhor ou pior mãe. A tristeza do parto não tem relação com a felicidade de ter um filho, assim como a vida de parto não chancela uma melhor maternagem. Não é o destino que faz a diferença, mas o caminho e como se caminha, com quem se caminha, tanto dentro como fora de nós.

Por Kalu Brum
Fonte: Mamíferas